domingo, 19 de junho de 2016

2009 - Amigos por acaso, de Thaynã Rodrigues Lopes




Um certo dia, ou melhor, um “horrível” dia, eu estava triste, decepcionado com alguns fatos que tinham acontecido em minha vida.

Com esse aperto no peito, decidi-me ir embora para a minha casa. Dirigindo-me à estação, avistei de longe um homem.

Ele parecia ansioso e com pressa. Estava com sua bagagem entre suas pernas, não parava de se mexer, olhava de um lado para o outro a todo momento.

Decidi puxar assunto e disse a ele:

– Estou indo embora porque aconteceu uma desgraça em minha vida.

Ele apenas respondeu:

– Lamento.

Eu achei aquilo muito educado, por sinal, e, como não sou nada bobo, aproveitei a oportunidade que ele me deu e comecei a desabafar:

– Sabe, tem coisas em nossas vidas que nunca poderíamos imaginar. Acreditamos, apostamos – e elas simplesmente nos dão uma apunhalada pelas costas, e isso, sem dúvida, nos fere e muito. Eu já chorei, não vou negar, mas agora não choro mais. Vou dar valor a quem gosta de mim de verdade.

Quando me dei conta, o trem dele já estava chegando e ele apenas disse:

– Tchau, caro amigo!

Na verdade, nem o nome do rapaz eu perguntei. Mas senti uma afinidade imensa com ele. E o que eu precisava naquele momento era contar os meus problemas para alguém e ele me disse tudo através daquele silêncio.

Lembrarei dele eternamente.


Thaynã Rodrigues Lopes, 8ª série, 2009
Orientação: Professora Adriana.


Este texto teve por motivação a obra "Breaking Home Ties", de Norman Rockwell.

2009 - Rompendo as amarras do lar, de Jéssica de Oliveira Souza

Rompendo as amarras do lar




Em um dia de inverno, um homem estava sentado no banco de uma estação ferroviária, esperando o seu trem passar. E ao seu lado sentou um menino jovem, que parecia estar ansioso. O senhor puxou o assunto:

– Está indo para onde? – disse o senhor com a cabeça baixa.

– Para Londres!

– Mas o trem para Londres só sai às 22h35min! – disse olhando para o relógio.

O velho pegou um cigarro e um fósforo e ligou uma velha lamparina. O menino se virando para o trilho, disse:

– Verdade! É que eu estou muito ansioso!

– Por quê? – disse o velho franzindo a testa.

– Eu vou reencontrar a minha família, que não vejo há dois anos.

– Nossa! Isso tudo por quê?

– Porque eles saíram do interior da Inglaterra e fiquei com a minha avó. Só que agora ela faleceu e vou atrás da minha família, para eles cuidarem dos papéis.

– Quantos anos ela tinha? Mas sua família já sabe?

Acho que ela tinha 93 anos! Não, nem sei como contar...

– É muito difícil contar isso...

Enquanto o velho apagava o cigarro e o menino colocava a jaqueta, o trem encostou atrás deles:

– Tchau. – disse o velho.

– Você não vai entrar? Não é esse o seu trem?

– Não. É só o seu. Vai com Deus e seja feliz. E se cair, levante a cabeça e siga em frente. Mesmo que não tenha luz, caminhe até encontrá-la!

– Digo o mesmo para você!

Nisso o trem foi andando e o menino saiu na porta e gritou:

– Qual seu nome? Como posso encontrá-lo?

O velho já estava longe e não escutou, e o menino entrou desconsolado seguindo o seu caminho...


Jéssica de Oliveira Souza, 8ª série, 2009.

Orientação: Professora Adriana

Este trabalho consistiu em se escrever um texto a partir da obra "Breaking Home Ties", de Norman Rockwell.

2009 - Rompendo as amarras do lar, por Alana Vitória

Norman Rockwell nasceu em Nova Iorque, a 3 de fevereiro de 1894. Foi um importante pintor e ilustrador. Rockwell era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 323 capas da revista The Saturday Evening Post, que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida estadunidense nas pequenas cidades.


A professora Adriana (Artes) propôs que fosse produzido um texto partindo da obra “Breaking Home Ties” (1954), de Norman Rockwell.

Aqui lemos um poema produzido pela estudante Alana Vitória:




Por tanto tempo estive em um lugar
Que agora que tenho que deixá-lo
Não sei se vou chorar
Será que cumpri minha missão?
Ao menos o coração sai satisfeito.
Quantas coisas ficam para trás.
Memórias que não voltam mais
Às vezes queria parar o tempo
Congelando este momento
Para sempre
Às vezes quero que passe mais rápido
Para que eu não sinta tanta dor
Mas o relógio marca as horas
De acordo com o que ele deseja
Daqui para frente tenho que seguir só
Sei que consigo, foi o que decidi
Eu tento esquecer e me convencer
Que vai ser melhor pra mim
Mas será que vou levar algo comigo?
Ao menos um amigo, um sorriso,
Um brilho no olhar, risadas, micos, palhaçadas
Ou nada?
Isso só vou descobrir
Depois que partir
Tenho medo do desconhecido
Mas ganharei novos amigos
Medos enfrentarei, me superarei,
Mas uma vez.
Acabei me acostumando
E não vi o tempo passando
Agora rompo as amarras do lar
Parto aqui,
Mas sei que fica um pedaço de mim.


Alana Vitória Lacerda Cerqueira, 8ª série, 2009
Orientação: Professora Adriana

segunda-feira, 16 de maio de 2016

2016 - 8º Prêmio CET de Educação no Trânsito





Oi, pessoal!

Estou feliz por finalizar, mais uma vez, o Projeto da CET com a participação de toda a escola no 8º Prêmio CET de Educação no Trânsito – “A atitude de cada um no trânsito muda a cidade. Vamos fazer a diferença?”

Os trabalhos serão enviados para a CET e os resultados serão divulgados no dia 27 de julho de 2016.

Agradeço aos professores pela colaboração imprescindível para conclusão do Projeto e aos alunos pelo empenho em participar.

Boa sorte aos meus queridos participantes!


Profª. Cássia

segunda-feira, 21 de março de 2016

2016 - Como eu fiquei bilionário, por Guilherme Martins Fernandes





— Vovô, vovô, conta pra gente aquela história do moço com salva vidas!
— Está bem, garotos, eu conto. Mas larguem esses IPhones, sei lá o quê de vocês!

"Eu estava voltando da escola, era terça-feira, 15 de março de 2016. Um dia normal, tirando que faltava um dia para o meu aniversário. Eu estava chegando em casa, quando vi um moleque correndo, que me chamou a atenção: ele estava usando roupas antigas e estava fugindo de umas 12 pessoas. Ele veio na minha direção e, quando percebi quem era, puxei ele para trás de uma parede. Quando passou pela esquina de casa, então eu disse:
— McFly?
Ele olhou para mim com uma cara estranha e saiu correndo. Eu fui atrás dele. Segui-o até uma rua perto de casa. Foi lá que eu vi o DeLorean.
Fui falar com o Marty e perguntei o que ele estava fazendo em 2016 e quem eram aquelas pessoas atrás dele.
Ele confiou em mim e disse que foi para 2016 por acidente e precisava voltar a 1985, mas tinha um problema: o DeLorean funciona à plutônio.
Perguntei a ele onde arrumaria plutônio, já que não tinha nenhuma tempestade por perto? Ele disse: "Da mesma forma como o professor Brown conseguiu: com terroristas."
E por isso ele estava no Brasil: os terroristas escolheram um ponto de encontro em São Paulo, por ser um lugar onde ninguém esperaria que uma célula terrorista estivesse.
Ele ia encontrar os terroristas atrás do estacionamento do Extra, um lugar aberto, onde geralmente ninguém passa.
Por segurança, levei-o para casa e escondemos o DeLorean em um prédio em construção bem discreto. No fundo do quintal de casa, planejamos o que fazer com os terroristas, já que Marty disse a eles que iria fazer uma ogiva com o plutônio.
Ele tinha marcado com os terroristas no dia 16, ou seja, dia do meu aniversário. Arquitetamos um plano e ele ficou escondido no meu quintal até o dia seguinte.
Então, no dia 16, depois da escola, Marty foi falar com os terroristas, enrolando-os. Eu peguei o plutônio que estava em uma caixa, coloquei em um frasco e deixei a caixa onde estava. Fui até o DeLorean, que estava estrategicamente posicionado atrás do Extra, coloquei uma roupa anti-radiação e coloquei o plutônio no DeLorean.
Liguei o carro, acelerei em direção aos terroristas, deixando-os desnorteados!
Marty pulou no carro e mudou de lugar comigo. Saímos em disparada para longe.
Já pronto para voltar para 1985, me agradeceu:
— Posso fazer algo por você?
— Então, McFly, tem uma coisa sim..."
           
— Então, garotos, no mesmo dia, encontrei um livro na porta de casa, com os resultados da MegaSena até 2061. E foi assim que eu fiquei rico.
— Mas, vovô, e os terroristas?
— Os terroristas? Deles eu nunca mais ouvi falar!


(Guilherme Martins Fernandes, 9º ano, 2016)

sexta-feira, 18 de março de 2016

2016 - Projeto Baú das Memórias





O professor Elvis está desenvolvendo nas aulas de História dos sétimos anos o Projeto Baú das Memórias.






O objetivo do projeto é resgatar a memória das histórias de vida dos educandos, por meio de objetos significativos, que são compreendidos como fontes históricas.






Na dinâmica desta semana, os alunos apresentaram seu Baú de Memórias (que foi construído com o auxílio da professora Camila, de Artes).






Em roda, os estudantes compartilharam suas lembranças e rememorações, em momentos de pura emoção!





Parabéns a todos os envolvidos!









sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

2016 - Reunião de Pais



No dia 25 de fevereiro de 2016 aconteceu a Reunião de Pais para tratarmos dos assuntos pertinentes ao início do ano letivo.



Na ocasião, os pais foram recepcionados pela Gestão, bem como pela banda Os Renatos, que abriu os trabalhos com uma apresentação.




Nossos alunos também tiveram oportunidade de ouvi-los durante o período de aulas.





Agradecemos ao professor Willians pela sugestão e empenho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

2015 - Por quê?, de André Filho



Por que o céu é azul?
Por que os pássaros voam?
Por que a paixão é suave
como uma flor ?
Por que o céu e tão longe,
Que somente um ser de grande
poder o pode alcançar?
Não sei o por quê de
tanto por que sem resposta...
Ah... por que tudo tem um por quê?
Já cansei de tanto por quê!!!
Porque esse poema acabou.


(Poema escrito e apresentado por André Filho no Sarau de Primavera 2015).

2015 - Responde, de Núbia Nunes & David Rodrigues



Amor, amor...
Por que és assim, amor?
Por que não me correspondes?
Por onde andas, onde te escondes?
Fale comigo,
Pois não vivo sem estar contigo.


(Núbia Nunes & David Rodrigues)

2015 - Canção, de Núbia Nunes & David Rodrigues




Tua boca, tua pele, teu cheiro é canção
Estou aqui fazendo este poema de coração
Quando te vi,
Me apaixonei completamente
Rapidamente, me perdi
Não consigo te tirar da minha mente
Quando te vi,
Me despertou um desejo
Uma vontade louca
Pra te dar um beijo.
Ai, que saudade!
Se você soubesse a falta que me faz
Dá um gosto de pensar
Eu, você, o céu e a noite inteira para amar
Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar.

(Núbia Nunes & David Rodrigues)


2015 - Amar é ser melhor, de Núbia Nunes & David Rodrigues



Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
Aquela dos nossos sonhos...
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real,
Exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém
Que nos transforme melhor que podemos ser...


(Núbia Nunes & David Rodrigues)

2015 - Minha amiga morte, de Luany Lima




Um dia ela virá
Com azar ou sorte.
Do pior ou do melhor jeito
Ninguém sabe quando,
Ninguém sabe onde.

Ninguém sabe
porque a morte não pergunta,
não responde, não avisa.
Ela te aterroriza.
Mas a morte é uma amiga.


(Poema escrito e apresentado por Luany Lima no Sarau de Primavera 2015).

2015 - Por quê?, de Larissa Vitória




Quero saber o por quê!
Por que estou aqui?
Por que eu nasci?
Por que estou vivo?
Por que temos que viver?
Por que temos que morrer?
Por que a gente não é imortal?
Me diz o porquê!
Quero saber.

Por que a solidão?
Por que a paixão?
Por que o rancor?
Por que o amor?
Por que a ação?
Por que a decepção?
Me diz o porquê!
Só quero saber.


(Poema escrito e apresentado por Larissa Vitória no Sarau de Primavera 2015).

2015 - Ó dúvida cruel, de Juliana Oliveira




Segundo as teorias e afirmações atuais
O Big Bang foi o que veio a tudo originar
Galáxias, planetas e pessoas
Que não passam de poeira estelar...
Mas há quem afirme que isto está errado!
Dizem que não houve nenhuma explosão!
Há pessoas que veem tudo por outro lado.
Dizem que Deus criou o mundo em seis dias
E no sétimo descansou,
Mas aí vem a pergunta:
Se Deus criou o mundo, quem foi que o criou?
Primeiro o Adão e depois a Eva
E depois a serpente traidora
Ou será o macaco e sua evolução
Que deram origem a todas as pessoas?
Dizem que o átomo é a matéria prima de tudo
Afinal foram os átomos que formaram o mundo
Mas quem há quem diga
Que é tudo milagre do Criador
Aquele que tirou a costela de um homem,
E com ela, uma mulher formou
Então essa resposta
Nunca hei de desvendar
Na ciência ou na Igreja,
Em qual devo acreditar?


(Poema escrito e apresentado por Juliana Oliveira no Sarau de Primavera 2015).

2015 - Irmãos, de Emanuella Fernandes

Mesmo que você insista vai ser inútil:
ele vai mexer na suas coisas até o último.

Pode gritar, fazer birra ou até fazer intriga.
Você não vai aguentar; ele vai te irritar!

E no final vem a ameaça para a briga cessar:
é só a mãe chamar!

Logo depois, já está tudo bem,
mas só até a semana que vem.


(Poema escrito e apresentado por Emanuella Fernandes no Sarau de Primavera 2015).


2015 - A grande dúvida, de Bianca Taiar

Deus criou a terra, a água e o mar,

Criou o simples ato de amar.

Criou a floresta, os animais e enfim,

Criou tudo usado por você e por mim.

Criou até a gente,

Mas quem criou esse Ser que vive divinamente?

Ele enviou o filho até a Terra,

Mas quem foi que o fizera?

Ele criou até o ar,

Como ele fazia antes pra respirar?

Será essa uma pergunta banal?

Se Deus criou o mundo,

Quem criou Deus afinal?



(Poema escrito e apresentado por Bianca Taiar no Sarau de Primavera 2015).

2015 - Será, de Beatriz Amaral

Será que dor
Combina com amor?
Será que bondade
Combina com idade?

Será que romantismo
Ainda existe?
Será que isso pode
ser saudade?

Será que palavras
não bastam?
Será que o silêncio
já não mata?

Será que isso
já não mata?


(Poema escrito e apresentado por Beatriz Amaral no Sarau de Primavera 2015).

2015 - Carpe diem, de Juliana Oliveira & André Filho

CARPE DIEM

I

Pelo legado
Da Sociedade dos Poetas Mortos
E pela tão esperada vitória
Da Sociedade dos Poetas Vivos

Carpe diem
Aproveitei minha vida
Carpe diem
Minha vida é extraordinária

Como doce palavra
Bebo pura rima
Fico são com a sabedoria

Poesia lemos
E escrevemos
Pois somos homens;
Nosso amor manifestemos.

Falaremos palavras dóceis
Para adoçar o mundo
Mudar nossa visão
Mesmo que saibamos tudo


II

Obter a essência
Saborear o que se pode
Aprender o que se deve
Antes da tão sonhada morte.
A morte do poeta
Não passa de um detalhe.
O vivo que se perde,
O vivo que se esvai
Não conhece o valor
Naquilo que passou.
O vivo não escreve.
O vivo está morto.
Ele não aproveita a vida
Não entende a poesia.
Não retira a essência do outro.
O necessário para a vida
É ser do mundo o contrário.
Não seja apenas plateia.

Seja extraordinário.


(Poema redigido e apresentado por Juliana Oliveira e André Filho no Sarau de Primavera 2015).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2015 - Lá no canto, de Paulo César de Alencar Borges

Eu “tava” lá no canto
E perdi o meu sapato
Me faltou um pé
E fiquei envergonhado.

Não me aguentei:
Gritei, gritei e gritei.
A chata da minha irmã apareceu.
Perguntou quem estava gritando.
Eu disse: “Não fui eu!”

Sozinho lá no canto,
Com meus amigos me ajuntei.
Falei merda, eles foram embora
Então só fiquei
Com a bola.

Achei meu sapato;
Não estou mais com cara de macaco.
Pedi desculpa aos meus amigos.

Agora não fico no canto mais,
Porque sair dele sou capaz!




(Paulo César de Alencar Borges, 5º ano, 2015).