sábado, 18 de abril de 2015

2015 - Um passeio divertido, interativo e educativo. Por Emanuella Fernandes.

Assim que desembarcamos do ônibus, adentramos o parque da Juventude. Lá, vimos a "aranha" com pedras, que o professor, brevemente, explicou o seu significado. Também conseguimos ver o presídio feminino.



Depois, na entrada da biblioteca do Parque da Juventude, fizemos uma fila em frente da mesma, nos dividimos em dois grupos, sendo assim: o primeiro iria fazer a carteirinha e o segundo que foi conhecer a biblioteca. Nunca tinha ido em uma biblioteca, e acho que a maioria das pessoas também não.



Conhecemos alguns livros para as pessoas que têm deficiências, sendo elas auditiva, visual e física.


Depois nossa instrutora deixou nós escolhermos um livro para ler; algumas pessoas jogaram um jogo de tabuleiro com ela, ou quem quisesse mexer nos computadores podia também.


Depois que saímos da biblioteca, fomos visitar a ETEC de Artes, que fica ao lado. A coordenadora da escola nos mostrou várias salas de lá e todos ficaram surpresos, pois tinha gente cantando e dançando para todo o lado.



Saímos da ETEC e fomos fazer um piquenique. Compartilhamos nossa comida e depois fomos jogar um jogo ao ar livre. Alguns meninos jogaram futebol. As meninas jogavam vôlei. Acabamos nosso piquenique e entramos no ônibus.



Chegando ao Memorial da Resistência, tivemos que esperar até dar nosso horário que estava agendado. Novamente nos separamos em dois grupos, para poder observar e refletir sobre as obras de arte. No horário, descemos de volta, e ainda em dois grupos, fomos visitar o DEOPS, que era uma delegacia onde ficavam presas as pessoas que eram contra o governo. Escutamos depoimentos de pessoas que foram presas lá. Elas falavam como era a ditadura naquela época. Os depoimentos foram escutados dentro de uma cela, que foram reformadas. Depois fomos para o lugar onde os presos tomavam o "banho de sol". Era estreito e pequeno. Voltando para dentro do DEOPS, vimos a linha do tempo, que mostrava todas as guerras, conflitos, greves e presidentes da época.



Assim foi nosso passeio: divertido, interativo e educativo.


(Relato de Emanuella Fernandes, 9º ano, 2015).


sexta-feira, 20 de março de 2015

2009 - Formatura - Discurso da Oradora da Turma

Direção, Professores, Funcionários, Colegas e Pais, boa noite!

Gostaria de agradecer, primeiramente, a todos que votaram em mim para apresentar a turma neste dia tão especial. Obrigada!

É com muita satisfação que nos reunimos nesta noite para realizar a tão sonhada e conquistada formatura.

Desde pequenos, pessoas muito especiais já trilhavam nosso caminho: nossos pais! Aqueles que sempre se preocuparam e se preocupam com a nossa felicidade, que para eles é o maior bem que possuem.

A primeira risada, os primeiros passos, a tão esperada primeira palavra, que sempre era disputada: a mãe dizia que primeiro iria falar “mamãe” e o pai, “papai”. Era uma briga, mas o que eles queriam mesmo era ver o tesouro deles bem.

O primeiro dia de aula, o coração apertado: o filho estava crescendo. Caminhando para a primeira etapa escolar, era a preparação para o mundo! Cada dia que passava, a ansiedade aumentava em saber que a cada minuto cedia o filho a uma vida própria. Mas a felicidade é sempre companheira e confortadora. Companheira porque todos os dias os filhos traziam para casa uma nova aprendizagem. E, confortadora, porque sabiam que enquanto estavam ausentes, anjos muito competentes cuidavam dos filhos: nossos queridos professores.

Esses que hoje estão aqui conosco e os que, depois de um ano de muita luta, não vimos mais, mas sabemos que têm um lugar reservado em nossos corações. Professores, denominados como “sábios”, “mestres” e “amigos”.

Aqueles que, juntamente com os pais, nos ensinaram a ler, a escrever, a interpretar, não apenas aquilo que estava explícito, mas sim como dizem “nas entrelinhas”. Entender não era tarefa fácil, por isso sempre arranjavam uma maneira simples de explicar a lição que levaríamos para toda a vida.

É com muita satisfação que agradecemos a vocês, professores, mestres, educadores, que nos ensinaram que a vida é um presente e que aprender e ensinar é uma dádiva.

Agora, irei falar do ponto-chave da formatura: nós!

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, como disse o poeta Fernando pessoa, “existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.

Passamos em média oito anos de nossas vidas aqui, nesta escola, que chamamos de Marcos Mélega – e que todos os anos recebe novas histórias e dá adeus a pessoas que ajudaram, se formaram. Mas, guarda com ela o momento de cada uma. Lembranças que jamais serão esquecidas, dentre elas existem os anjos, nossos amigos, aqueles que levaremos para a vida, não importa como: longe ou perto, que veremos todos os dias ou uma vez por ano, ou até mesmo que não veremos nunca mais. Pessoas que ajudaram a construir nossas identidades, independente da maneira, formato, do jeito, que vai desde o mais doce e sensível até o tipo “general” e grosso.

O que importa não é o jeito – e sim o conteúdo do carinho que passamos às pessoas que amamos. São elas que nos aguentam todos os dias, com o pior ou melhor humor. Elas que nos dão conselhos, “puxões de orelha”, alegria, discernimento, sabedoria, atitudes e vai...

São com elas que temos as melhores brigas, mas também as melhores reconciliações.

Amigos que nos ajudam a chorar, a se alegrar, a viver momentos complicados, tanto familiares como aqueles que alguns viveram há poucos dias: o vestibulinho, preparação para o futuro, a carreira.

Escola, para muitos, é a segunda casa, a segunda família. É aqui que passamos a maior parte dos nossos dias e é deste recinto que sentiremos eternamente saudade. Foi aqui que aprendemos a ser gente competente, responsável, inteligente; não importa como, o tempo que levou – se foi desde o primário ou como alguns, uma semana atrás, quando passaram pelo medo da repetência.

De uma coisa estamos convictos: levaremos esta escola, que é muito mais do que uma unidade escolar, é uma academia de cidadãos, uma família, para a eternidade, para todo o sempre.

Queremos agradecer aos pais, porque, sem eles, nada disso estaria acontecendo. Aos professores, que se empenharam para tudo isso acontecer. E aos funcionários que organizaram essa colação de grau com todo carinho. E à comissão de formatura, composta por alguns alunos, pois sem eles esta linda festa não estaria maravilhosa e criativa.

Obrigada!




Izabele Neves

Oradora da Turma de 2009

domingo, 7 de dezembro de 2014

2014 - Feira Cultural


Em 29 de novembro de 2014 aconteceu nossa Feira Cultural.

Na ocasião foram expostos trabalhos desenvolvidos ao longo do ano, bem como os TCAs (Trabalho Colaborativo de Autoria).

Parabéns a todos os envolvidos! Nossa Feira Cultural foi um sucesso!

Confira as fotos aqui:
https://plus.google.com/u/0/photos/116374809263244748477/albums/6087491215364322337

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

2014 - Por que 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra?







A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo, foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do Quilombo dos Palmares.

Zumbi nasceu no Quilombo dos Palmares e foi capturado, ainda menino, pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, em 1655. Então, foi entregue ao Padre Antônio Melo, que o batizou com o nome de Francisco, alfabetizou-o e lhe ensinou latim.

Inconformado com sua condição de escravo, Zumbi fugiu e retornou a Palmares. Depois que Ganga Zumba aceitou o acordo proposto pelo governador de Pernambuco, Zumbi permaneceu em Palmares e assumiu sua liderança. Posteriormente, traído por um companheiro, foi morto numa emboscada em 20 de novembro de 1695.


Assim, celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica do general Zumbi, bem como valorizar nossas próprias raízes negras: raízes de um povo que nos ensinou a lutar, a resistir, a ter força e coragem, para que verdadeiros ideais e valores fossem preservados, apesar de todas as adversidades sofridas.

domingo, 28 de setembro de 2014

2010 - O limite para a liberdade

O poste é o limite.

Penso bem antes de ultrapassar os limites da minha liberdade; depois deles, começaram os problemas do bairro onde eu vivo.

Nele, os traficantes usam as crianças, chamadas "aviões", para entregarem suas "encomendas", pois sabem que se elas forem pegas, não serão presas e, se isso acontecer, ficam poucos dias. Mas se um adulto for pego, ele será preso.

Depois do poste, já houve três mortes de tiros e facadas. Que vê, fica quieto ou se muda, para não ser morto.

Um morreu por causa de jogo. Outro, por dívidas de drogas. E o último foi de overdose, a ponto de cair duro no chão, já morto. Morreu um dia antes de fazer dezoito anos.


Ainda bem que eu tenho um espaço entre a minha casa e o poste.


(Karoline Benigno Borges, 8ª série, 2010,
para a Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro).

2010 - Meu bairro e minha rua são meus protetores

Meu bairro e minha rua são meus protetores

O lugar onde vivo é
meu bairro
Lauzane Paulista.

Não é um bairro luxuoso como
o Morumbi,
mas também,
viver no luxo não traz felicidade
como estar com amigos queridos.

Meu bairro
conhece pessoas,
me apresenta pessoas,
me traz diversão,
a curiosidade de aprender.

Minha rua
me acolhe,
me protege
como uma rocha protetora.

O lugar onde vivo
é pobre, mas gosto.
Não é limpo
como os rios de água cristalina.
Mas nem meu bairro, nem minha rua
reclamam dizendo:
Somos infelizes! — ou
Mantenham-nos mais limpos!

É simples, mas gosto.
E é o melhor lugar
Para alguém viver.


(Francielly Oliveira Fernandes, 5ª série, 2010
para a Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro)





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

2014 - Por que 11 de Agosto é o Dia do Estudante?

[Fachada da Faculdade de Direito do Largo São Francisco]


Em nosso país, o dia do estudante é comemorado em 11 de agosto.

Em 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu os dois primeiros cursos de Ciências Jurídicas e Sociais do Brasil: um em São Paulo e outro em Olinda (posteriormente transferido para Recife). Até então, todos os interessados na área de Direito tinham que estudar em Coimbra (Portugal).

Cem anos após a criação dos curso, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.


Parabéns a todos os nossos estudantes!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

1996 - Recordar é viver!

Continuando as comemorações pelos 40 anos de nossa EMEF, postamos mais uma foto antiga:


1996, 3ª série, Professora Débora



Anos 90 - Recordar é viver!



No fim dos anos 90, o pagode estava com tudo!

Nesta foto, vemos um grupo de alunos dançando "Mineirinho", do Só pra Contrariar.

Os ex-alunos que nos forneceram as fotos contam com carinho que a apresentação foi com o Professor Vasili.

Bons tempos!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

1990 - Recordar é viver!

Prosseguindo com as comemorações pelos quarenta anos de nossa EMEF, hoje publicamos uma foto de 1990:


1990, turma da Professora Cleusa Stella.

terça-feira, 29 de julho de 2014

1997 - Recordar é viver!

Foto fornecida por um grupo de ex-alunos.
Postamos aqui em homenagem aos 40 anos de nossa escola!


1997, 3º C, Professora Silvana

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

2014 - Último soneto, por Annelise Richter

Inauguramos as postagens do ano com um belo soneto escrito por nossa aluna do nono ano:



Último soneto

Abro a janela,
O vento, frio.
Dos pássaros nem um pio
Para consolar minha alma ou o que há nela.

Deito-me, então.
Meu mundo, já sem cor.
Enquanto isso, murcha a flor
Da juventude eterna que se chama "coração".

Ah, quem me dera agora
A felicidade que eu tinha
E que há tanto tempo foi embora.

E, enquanto aquela folha cai,
Com a sua, minha vida lentamente
Se esvai...


(Annelise Richter, 22/04/13)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

2013 - Fazer boas escolhas com o PROERD, por Guilherme Germano


Primeiramente quero agradecer às policiais Freitas e Rúbia por nos ensinar a dizer NÃO para as drogas e sim para a VIDA.

Nesse tempo em que fui um aluno PROERD, aprendi muita coisa e agora estou ciente do que vou enfrentar pela vida.

Muitos jovens se perdem no mundo das drogas por vários motivos: influências negativas, ameaças e insegurança.

O PROERD me ensinou muitas coisas sobre as drogas e os efeitos que elas causam em nosso organismo. O álcool, por exemplo, afeta o cérebro, o cigarro causa câncer e outras doenças.

É importante saber os efeitos causados pelas drogas, pois assim entendemos que qualquer uma delas faz muito mal à nossa saúde.

Sinto muito orgulho de ter participado do PROERD, se todas as crianças e jovens tivessem a oportunidade que eu tive, certamente haveria menos violência no mundo.

O PROERD nos ensinou a fazer boas escolhas e a valorizar a vida. Muito obrigado!!

                            Guilherme Germano Barbosa – 5º ano A

2013 - O PROERD na minha vida, por Jaqueline Neves de Oliveira



Todos nós aprendemos com o PROERD que as drogas não levam a lugar nenhum; nos conscientizamos a respeito do mal que elas causam com os ensinamentos trazidos pelas policiais.

Aprendi que para ficarmos longe das drogas e da violência, devemos agir da seguinte maneira: analise (pense nas opções), atue (faça uma boa escolha) e avalie (revise sua decisão). Dizer não para as drogas é dizer sim para a vida, é demonstrar coragem.

As drogas causam a destruição das pessoas e de suas famílias. Elas causam o sofrimento de mães, pais, filhos, gerando a violência e a discórdia. A droga mais perigosa é a primeira que você usa, pois ela te coloca no vício.

Aprendi muito com o PROERD e sonho com um mundo melhor: sem drogas e com mais paz.

A vida é feita de momentos e escolhas e são as escolhas que podem definir um momento, mudar um caminho ou transformar uma vida.

Fique longe das drogas e da violência; queira o melhor para a sua vida.
                       
Jaqueline Neves de Oliveira – 5º ano A

sábado, 14 de dezembro de 2013

2013 - Adeus, não para sempre..., por Veronica Oliveira

Adeus, não pra sempre...

Acontecimentos inesquecíveis me trouxeram até aqui,
Inconfundíveis momentos foram muitos os que vivi
Belos pensamentos com pessoas que convivi.
Tudo isso e mais um pouco, foi o que eu senti.

Nessa escola, aprendemos o companheirismo
Nessa escola, aprendemos que nada é para sempre
Nessa escola, aprendemos o otimismo.
Por isso, eu lhes digo: "Sempre os relembre!"

Nesse último ano de escola
Vivemos coisas fora do normal
Como muitos presenciaram, 
Fizemos até três saraus!

Saímos vitoriosos
Em muitas de nossas batalhas
E isso foi marcado 
Pelos gritos e medalhas!

Homenageamos também,
o grande Zumbi dos Palmares, 
e toda a nossa alegria, 
se estendeu pelos ares!

Comemorações nos atingiram em cheio.
E lágrimas escorreram pela face
Motivadas por felicidade e tristeza
Alcançaram-nas com facilidade.


Alunos mostravam esse amor,
Por escreverem mensagens de coração
Todo dia nos deparávamos
Com palavras cheias de saudade e emoção.

Com essas palavras, lhes digo 
Nós não chegamos ao fim 
Estamos numa caminhada
Em que não se deve desistir.

É um trajeto difícil
Com pedras ao longo da estrada
Mas com a ajuda de amigos,
Levantaremos e seguiremos a caminhada.

Amizades inesquecíveis foram feitas aqui dentro
E todas elas ficarão guardadas no coração 
Nunca esquecerei esses amigos
Que venceram tudo com a união.

Obrigada por esses anos de convivência 
Que me fizeram pensar em minha vida
Lembrarei de todos esses momentos
Nessa escola querida!

(Veronica Oliveira, 2013)

2013 - Game Over, por Gabriela Gonçalves

GAME OVER


Até aqui viajamos juntos
Vivemos histórias, fizemos histórias.
Agora é hora de comemorar
A nossa grande vitória.

Agora é cada um pra um lado,
Seguindo o próprio caminho.
Porque o nosso futuro
Nós construímos sozinhos.

Ainda não nos demos conta
De como o tempo passou.
Uma hora teríamos que partir
E essa hora chegou.

Hora de construir novos sonhos
E de conquistar mais
De abraçar os amigos
Que não ficarão para trás.

Que as nossas despedidas
Não sejam de tristeza e prantos
Mas que cada despedida
Motive novos encontros.

Sabemos que vai ser difícil
E que falta sentiremos
Mas de uma coisa podem ter certeza:
Nós nunca esqueceremos.

Cada coisa que aproveitamos
E cada uma que deixamos passar.
O ruim é que o tempo não volta;
Não adianta mais lamentar.

Porque agora já era,
“Game over”, fim de jogo.
Hora de sair daqui
Pra lá fora construir algo novo.


Gabriela Gonçalves, 2013.